segunda-feira, 30 de maio de 2011

Anglo comprou as ações da Elko na Copebrás

Desde a sua fundação, a Copebrás teve um sócio minoritário, o Sr. Joseph Michaan, que detinha até março de 2011, 27% do capital da empresa.
Agora a Anglo American é dona de 100% do capital da empresa.
Por outro lado, a Copebrás foi completamente "desconectada" das demais atividades da Anglo American no Brasil (que hoje são focadas em duas unidades de negócios, a de Níquel e a Minério de Ferro).
Dessa forma é de se esperar que em breve haja um desenlace para a venda da Copebrás.
Diz-se que uma estatal chinesa estaria interessada, que a AMA (Associação dos Misturadores de Adubos) também vê com bons olhos essa oportunidade de se vertilicalizar, que os egípcios da Orascom e os israelenses da ICL nunca desistiram do negócio.
Quando a Vale fez a oferta (aceita em 2009 pela Anglo) o valor da Copebrás estava em U$1,2 bi. No começo de 2009 (com a crise financeira) falou-se em apenas US 600 mi, e agora fala-se em US 1,5 bi. O Brasil tá valendo!

Paranapanema seeks sale of fertilizer unity

By Luciana Magalhaes April, 21
RIO DE JANEIRO (MarketWatch) -- Paranapanema S.A. , leader in the production of refined copper in Brazil, has hired Banco Alfa and consulting group Stratus to arrange the sale of its fertilizers company, Cibrafertil.
According to Chief Executive Luiz Antonio Ferraz Jr., the groups will send letters to potential buyers by the end of the month. "We want to sell the whole company... at the right time for the right price," Ferraz told Dow Jones Newswires.
Cibrafertil is part of the fertilizer division of Paranapanema, which holds 99.84% of its total capital.
According to Ferraz, Paranapanema has already had talks with possible buyers, but he declined to name them. "This is an asset that could be strategic for other groups," he added.
Paranapanema hopes to take advantage of the wave of global consolidation in the fertilizer industry, with mining and agricultural groups racing to snap up fertilizer concerns as global demand grows apace for crop nutrients to boost food output.
For Paranapanema, however, fertilizers is no longer a strategic investment area, as the company wants to focus on the metal businesses, Ferraz said.
The proposed sale of the fertilizers unit is linked to new government rules which limit investments in stock by pension funds, including Banco do Brasil SA's (BDORY, BBAS3.BR) Previ, which is Paranapanema's largest shareholder, according to a Banco do Brasil officer who declined to be named. The new laws aim to boost pension funds' investments in real estate, considered safer investments.
Pedro Galdi, analyst with SLW Brokerage in Sao Paulo, says Cibrafertil would be an interesting asset if sold in combination with copper assets. Alone, it would be a more difficult asset to sell, he said.
Cibrafertil, which produces superphosphates, gets sulphuric acid, a key raw material, by pipeline directly from Paranapanema's Caraiba Metais copper smelter, located alongside the fertilizers unit in Bahia state, northeast Brazil. That suggests direct synergy between the two plants. Sulphuric acid is a by-product of copper smelting.
According to Ferraz, none of the copper assets will be involved in the sale. However, an agreement could be struck between Paranapanema and the buyer regarding the sale of the sulphuric acid, he said.
Cibrafertil is a relatively small company, producing some 300,000 metric tons a year of fertilizer products. Last year, it had net revenue of BRL 65.5 million ($41.2 million), up 15.7% from 2009.
In 2008, Brazilian mining company Vale SA (VALE, VALE5.BR) considered buying some of Parapanema's assets, including Cibrafertil. Last year, Vale also made an unsuccessful public tender offer to acquire up to 100% of Paranapanema's shares.
Vale declined to comment on whether it would be interested in buying the fertilizer assets alone.
Cibrafertil was founded in 1994 to supply single superphosphate to the fertilizer industry. Nowadays, it also produces more-complex fertilizers, such as NPK.
Proceeds from the sale would be used to reinforce Paranapanema's strategic plan to focus on copper and also to establish a new plant for precious metals. In early 2011, Paranapanema approved a plan to invest BRL702 million in the 2011-2013 period.
"It is a new phase for the company. Since 1996, we have basically invested in maintaining the plants," Ferraz said. "We have also invested in tin, but the tin assets were sold in 2008."
Of the total planned investment, BRL290 million will be devoted to expansion and renovation of the Bahia copper smelting facilities. The capacity of the plant will be raised to 280,000 tons a year from 230,000 tons.
The company will also build a plant to refine precious metals--such as gold and silver--that are also byproducts of the copper processing.
Since 1996, the company has been controlled by state pension funds including Previ and Petros, and by the holding company of the Brazilian Development Bank, BNDESPar.
Ferraz says Paranapanema does not have plans to go to the capital markets to finance its expansion.
Besides its own cash flow, the company intends to seek financing from BNDES and Banco do Nordeste do Brasil SA (BNBR4.BR).
Paranapanema is also focusing heavily on the domestic market in Brazil, where it sees demand for copper growing 7.5% this year, as more copper is used in electricity cabling and the construction sector.
"Nowadays, 70% of our primary copper is sold in the domestic market," Ferraz said.
To expand its sales, the company is also firming up agreements with smaller copper-producing companies in Brazil. The idea is to have a small share in these companies, helping them grow and buying the copper they produce.
A few non-disclosure agreements with small companies have already been reached, he said.

sábado, 28 de maio de 2011

Luiz Manuel Pinto de Queiroz

Fluminense de Campos dos Goytacazes, Luiz de Queiroz estudou Farmácia em Ouro Preto e depois começou a vida como prático de farmácia em Sorocaba.
Em 1894 iniciou seu primeiro negócio: a Drogaria Americana, na Rua Libero Badaró, no Centro de São Paulo. Chegou a ser o maior importador de fármacos do Brasil, abastacendo as farmácias de manipulação pelo país a fora.
Sua drogaria e comércio de químicos evoluiu da QUEIROZ MOURA E CIA., destinado a fabricar produtos farmacêuticos a base de extratos vegetais para a L. QUEIROZ & CIA., posteriormente para SOCIEDADE ANÔNIMA PRODUTOS QUÍMICOS L.QUEIROZ, que atualmente corresponde à ELEKEIROZ S.A., indústria química que teve seu controle transferido para o Banco Francês e Italiano para a América do Sul, posteriormente para Edgard de Azevedo Soares e posteriormente para Itaúsa Investimentos S.A. O setor de fertilizantes dessa empresa foi incorporado na década de 90 à Bunge.
Fez parte, quando de sua fundação, da comissão para elaboração das bases definitivas da “Escola Livre de Pharmacia” em 1898, atual Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, de onde foi professor no curso de “Chimica Industrial com aplicação à Pharmacia”.
Estabelecido como cafeicultor, doou parte de suas terras para a USP instalar em Piracicaba uma escola de agricultura nos moldes das existentes nos Estados Unidos.
E a Esalq -USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) foi e é uma meca onde se concentraram grandes cientistas. Testando na prática do campo as teorias científicas mais avançadas, os agrônomos de Piracicaba desenvolveriam "receituários agronômicos" que geraram parte da evolução da agricultura brasileira.
Sem os valorosos agrônomos (formados sob a visão de futuro de Luiz de Queiroz) os esforços de nós, "outros engenheiros" e demais envolvidos na indústria de fertilizantes, de nada valeriam. Eles são a ponte entre as minas, as fábricas, os agricultores e a nutrição balanceada das plantas em si!

Os fosfatos brasileiros e a importância de Paulo Abib Andery

As primeiras fábricas de ácido fosfórico no Brasil foram projetadas para usar fosfato da Flórida (EUA) ou de Marrocos.
Dispunha o Brasil de fosfatos de baixo teor que não tinham sido estudados em plantas pilotos, menos ainda em produções em escala comercial, pois seu beneficiamento era "difícil".
Professor da Engenharia de Minas da USP, o Professor Paulo Abib (*1922, Pouso Alegre - MG, +1976, São Paulo) trabalhou para a Serrana em Cajati e em 1961 desenvolveu um método de flotação (usando amido modificado como depressor do carbonatito e sais de ácidos graxos como coletor de apatita).
Esse métdo seria depois replicado (sem royalties) para os fosfatos mineiros e goianos, permitindo o nascimento da Fosfértil (ex Valefértil), o desenvolviemtno da Arafértil e da Copebrás.
Também foi aplicado em corpos minerais semelhantes na África, Europa e Américas.
Empreendedor, o Professor fundou e geriu duas grandes empresas (a Paulo Abib Engenharia e a EIM), que chegaram a ter mais de 500 funcionários, e contar com centenas de pessoas de nível superior.
O Professor partiu prematuramente (devido a um câncer de fígado), mas deixou um legado cultivado pelos técnicos da área.
Com justiça, um busto seu em bronze adorna a entrada do Departamento de Engenharia de Minas da Poli-USP. Seu nome é também lembrado em grêmios estudantis em Minas Gerais e no Rio Grande do Norte e nas associações de classe tanto dos Engenheiros de Minas quanto da Indústria Brasileira de Fertilizantes.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Evate

Moçambique é um país da África Oriental, ou sudeste daquele imenso continente.
Faz fronteira com o norte da África do Sul e o sul da Tanzânia.
Faz ainda, a oeste, fronteira com o Zimbábue e a Zâmbia.
Tem, em quase toda sua costa, a gigantesca ilha de Madagascar à sua frente.
Da capital Maputo (a antiga Lourenço Marques dos tempos coloniais lusitanos), que não está longe de Pretoria e da Suazilândia (um reino encravado na África do Sul) e tem quase dois milhões de habitantes, voa-se quase dois mil quilômetros para a capital regional de Nampula, no meio Norte do país, e com cerca de 500 mil pessoas. Dali vai-se ao litoral, onde se chega ao porto de Nacala, ao largo da Ilha de Moçambique. O município de Nacala tem cerca de 200 mil habitantes.
Entre Nampula e Nacala acha-se a mina de Evate.
A Vale prepara-se para desenvolver a exploração comercial desse jazimento fosfático, com mina, beneficiamento da rocha e seu transporte ferroviário a Nacala, onde deverá ser instalado um complexo químico com Sulfúrico, Fosfórico e Fertilizantes.
Isso virá se somar aos investimentos já feitos por essa empresa na exploração da bacia carbonífera de Moatize (na província de Tete, no centro de Moçambique, cuja produção é escoada por ferrovia de 600 km até o porto de Beira, na provícia de Sofala, na costa centro-sul).
Assim abrem-se novas perspectivas aos 24 milhões de moçambicanos, que aos poucos vão se refazendo das dores de uma guerra civil entre a Frelimo de Samora Machel (marxista) e a Renamo que tinha suporte sul-africano. O acordo de paz entre os dois grupos só foi assinado em 1992 e o país ainda sofre com a presença de campos com minas terrestres e com o baixo desenvolvimento da agropecuária.
Nesse sentido há uma ação governamental importante do Brasil na assistência a esse país lusófono irmão e berço de muitos ancestrais de brasileiros: tratam-se de ações da Embrapa em transferência de tecnologia para Moçambique reforçadas com a execução e implementação de um projeto de cooperação trilateral (que inclui a França) em agricultura de conservação e apoio à pecuária leiteira.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

IFFCO em Paradeep - Índia

Fosfórico: só parece simples

Pegar um concentrado de rocha fosfática, reagir com ácido sulfúrico, filtrar o gesso e evaporar a água do ácido fraco para se ter um ácido concentrado.
Parece simples.
Mas não é. Cada rocha é uma rocha, e elas se modificam ao longo do tempo. São corpos minerais complexos. Ácido Sulfúrico não é brincadeira, bastante perigoso. As fábricas costumam produzir entre 600 a mais de 1000 toneladas de P2O5 (o anidrido do ácido é a unidade de medida) por dia. Faça as contas e verás que são centenas de toneladas de sólidos e líquidos corrosivos por hora.
Os materiais são sofisticados para enfrentar a abrasão e a corrosão. A ciência envolvida nas reações, nas operações unitárias e no controle ambiental não é brincadeira.
E para que um bando de técnicos loucos iria se dedicar a toda essa complicada confusão?
Por que ainda não se inventou sucedâneo para o fosfóro, sem o qual não há a agricultura moderna, os alimentos baratos que temos e, por fim, a sociedade como essa que inventamos!