Pegar um concentrado de rocha fosfática, reagir com ácido sulfúrico, filtrar o gesso e evaporar a água do ácido fraco para se ter um ácido concentrado.
Parece simples.
Mas não é. Cada rocha é uma rocha, e elas se modificam ao longo do tempo. São corpos minerais complexos. Ácido Sulfúrico não é brincadeira, bastante perigoso. As fábricas costumam produzir entre 600 a mais de 1000 toneladas de P2O5 (o anidrido do ácido é a unidade de medida) por dia. Faça as contas e verás que são centenas de toneladas de sólidos e líquidos corrosivos por hora.
Os materiais são sofisticados para enfrentar a abrasão e a corrosão. A ciência envolvida nas reações, nas operações unitárias e no controle ambiental não é brincadeira.
E para que um bando de técnicos loucos iria se dedicar a toda essa complicada confusão?
Por que ainda não se inventou sucedâneo para o fosfóro, sem o qual não há a agricultura moderna, os alimentos baratos que temos e, por fim, a sociedade como essa que inventamos!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
O grande projeto saudita de Ácido Fosfórico
The Phosphate Project aims to exploit a phosphate deposit located in the Al Jalamid site and utilise local natural gas and sulphur resources to manufacture Diammonium Phosphate “DAP”. Processing facilities at the Ras Az Zawr have also been designed with the flexibility to produce Monammonium Phosphate “MAP”, should production of MAP be considered more economically viable. DAP produced by the Phosphate Project will be sold primarily into the international markets. It is anticipated that the project will also produce quantities of ammonia and phosphoric acid not required in the production process, which can be exported or sold domestically.
The Phosphate Project will be developed in a joint venture with SABIC , through a limited liability company, Ma'aden Phosphate Company (MPC), incorporated in Saudi Arabia. A Joint Venture Agreement was concluded in 15 September 2007 by Ma'aden and SABIC.
Worley Arabia Limited has been appointed as the Project Management Consultant for the Phosphate Project. They will work closely with MPC, Ma'aden and SABIC to manage the overall implementation and execution of the Phosphate Project.
The Phosphate Project involves the development, design, construction and subsequent operation of two primary sites:
Al Jalamid
The Al Jalamid site comprises a phosphate mine, beneficiation plant and supporting infrastructure and encompasses an area of approx. 50 km². Mine production is expected to average approximately 12Mtpy of ore and beneficiation facilities at Al Jalamid will be scheduled to produce an estimated 5 Mtpy of flotation concentrate on a dry basis. Ma'aden's measured phosphate resources at Al Jalamid are estimated to be 534 Mt. It is proposed to mine 223 Mt for the Phosphate Project over its initial planned life of operations. A substantial amount of industrial infrastructure will be developed at the Al Jalamid site to support mining and beneficiation operations. This includes power plant, potable water production, treatment and distribution, roads and telecommunications.
Ras Az Zawr
The Ras Az Zawr site comprises a plot of land 90km north of Jubail on the coast of the Arabian gulf. A segment of the site is proposed to be used for the construction of the integrated chemical and fertilizer facility and related infrastructure for the Phosphate Project. Phosphate concentrate will be transported by rail from the Al Jalamid beneficiation plant to Ras Az Zawr for processing. The phosphate concentrate will be processed in a fertiliser production facility consisting of a phosphoric acid plant, a sulphuric acid plant, an ammonia plant, a DAP granulation plant, a co-generation plant and desalination plant, and other infrastructure.
It is estimated that the Phosphate Project will produce approximately 3 Mtpy of granular DAP, plus approximately 0.4 Mtpy of excess ammonia. It is also anticipated that the Phosphate Project will generate approximately 0.2 Mtpy of excess phosphoric acid for sales to the domestic market in Saudi Arabia.
The Company has rescheduled the date for initial production, originally envisaged by the end of the fourth quarter of 2010, to the second quarter of 2011 by which time the associated infrastructure and supporting utilities in Ras Az Zawr will be in completed. Commercial production is now expected to commence in the 3rd quarter of 2011. It is a 5.5 billion dollar investment.
The Phosphate Project will be developed in a joint venture with SABIC , through a limited liability company, Ma'aden Phosphate Company (MPC), incorporated in Saudi Arabia. A Joint Venture Agreement was concluded in 15 September 2007 by Ma'aden and SABIC.
Worley Arabia Limited has been appointed as the Project Management Consultant for the Phosphate Project. They will work closely with MPC, Ma'aden and SABIC to manage the overall implementation and execution of the Phosphate Project.
The Phosphate Project involves the development, design, construction and subsequent operation of two primary sites:
Al Jalamid
The Al Jalamid site comprises a phosphate mine, beneficiation plant and supporting infrastructure and encompasses an area of approx. 50 km². Mine production is expected to average approximately 12Mtpy of ore and beneficiation facilities at Al Jalamid will be scheduled to produce an estimated 5 Mtpy of flotation concentrate on a dry basis. Ma'aden's measured phosphate resources at Al Jalamid are estimated to be 534 Mt. It is proposed to mine 223 Mt for the Phosphate Project over its initial planned life of operations. A substantial amount of industrial infrastructure will be developed at the Al Jalamid site to support mining and beneficiation operations. This includes power plant, potable water production, treatment and distribution, roads and telecommunications.
Ras Az Zawr
The Ras Az Zawr site comprises a plot of land 90km north of Jubail on the coast of the Arabian gulf. A segment of the site is proposed to be used for the construction of the integrated chemical and fertilizer facility and related infrastructure for the Phosphate Project. Phosphate concentrate will be transported by rail from the Al Jalamid beneficiation plant to Ras Az Zawr for processing. The phosphate concentrate will be processed in a fertiliser production facility consisting of a phosphoric acid plant, a sulphuric acid plant, an ammonia plant, a DAP granulation plant, a co-generation plant and desalination plant, and other infrastructure.
It is estimated that the Phosphate Project will produce approximately 3 Mtpy of granular DAP, plus approximately 0.4 Mtpy of excess ammonia. It is also anticipated that the Phosphate Project will generate approximately 0.2 Mtpy of excess phosphoric acid for sales to the domestic market in Saudi Arabia.
The Company has rescheduled the date for initial production, originally envisaged by the end of the fourth quarter of 2010, to the second quarter of 2011 by which time the associated infrastructure and supporting utilities in Ras Az Zawr will be in completed. Commercial production is now expected to commence in the 3rd quarter of 2011. It is a 5.5 billion dollar investment.
sábado, 21 de maio de 2011
Cajati: breves notas históricas da Bunge (hoje Vale Fertilizantes)
"Minha cidade", para onde fui em 1990, começou a produzir fosfatos na década de 40. Vejam esse texto de Yara Kulaif da década de 1990.
HISTÓRICO
Em 1905 foi fundada em Santos, SP, a S/A Moinho Santista e, em 1906, o grupo Bunge y Born começou a operar no Brasil com a compra do controle acionário da S/A Moinho Santista,
tendo sua sede sido transferida para a capital do estado de São Paulo em 1908.
Nas décadas de 20 e 30 diversificaram-se as atividades do grupo Bunge y Born no Brasil, expandindo-se para as áreas têxtil, química, de fertilizantes, cimento e mineração. Nas
décadas seguintes ocorreram novas diversificações, atingindo dessa vez as áreas de seguros, imobiliária, de informática e financeira.
Em 1936 a Moinho Santista adquiriu a empresa Cimento Róseo, que detinha a patente para produzir cimento pozolânico.
A SERRANA foi fundada em outubro de 1938, em Utinga, SP, inicialmente com o objetivo de pesquisar e explotar calcário para alimentar a fábrica de cimento, então em construção naquele
município. Porém, como a jazida de calcário mostrou-se inviável, a empresa mudou sua sede para o distrito de Cajati, município de Jacupiranga, na região do Vale do Ribeira, em São Paulo.
A QUIMBRASIL, também criada na década de 30, tinha na época a função de atuar na importação das matérias-primas básicas e mistura de adubos, além de desenvolver outras atividades relacionadas à produção e importação de produtos químicos, tais como pigmentos orgânicos e inorgânicos.
No final de 1940 a SERRANA venceu concorrência pública para arrendamento, pelo prazo de dois anos, do empreendimento industrial ligado à jazida de rocha fosfática, localizada em
Ipanema, SP. Em 1944 a empresa arrendou a jazida de Morro da Mina, em Cajati, SP, iniciando, no ano seguinte, as operações de lavra do minério apatítico residual dessa jazida. O beneficiamento desse minério consistia em operações unitárias simples de desagregação, classificação e separação magnética.
Em 1945 a QUIMBRASIL iniciou a produção de ácido sulfúrico e superfosfato simples (SSP) em uma fábrica localizada em São Caetano, SP, instalações essas que são expandidas em 1954, ao mesmo tempo em que foi inaugurada nova fábrica da empresa em Santo André, SP.
A SERRANA se preparou com antecedência para o esgotamento do minério residual do Morro da Mina, o que veio a ocorrer em 1969. Já no início da década de 60, tendo em vista a inexistência de experiência internacional de aproveitamento econômico de jazidas com baixos teores de P2O5 associados a rochas carbonatíticas, a empresa tomou a decisão de investir em uma tecnologia própria de beneficiamento.
Através da criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, foi viabilizado um processo de flotação para separação da apatita dos carbonatos e sua posterior concentração até os teores de 35% a 38% de P2O5, adequados à fabricação de ácido fosfórico e superfosfatos.
O desenvolvimento dessa tecnologia foi efetuado sob a coordenação dos Professores Paulo Abib Andery e Geraldo Conrado Melcher, titulares do Departamento de Engenharia de Minas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, tendo sido patenteada sob a designação de "Processo Serrana".
O projeto foi desenvolvido em etapas sucessivas (escala de laboratório, piloto e semi-industrial) ao longo de sete anos, tendo sido implantada, em 1969, a usina de beneficiamento, com capacidade inicial de 1,5 milhão de toneladas/ano.
Em 1971, com o objetivo de assegurar reservas adicionais de rocha fosfática, o grupo Bunge y Born associou-se ao grupo privado nacional Itaú e ao BNDE, em uma proporção de 40%,
40% e 20%, respectivamente, para criar a ARAFÉRTIL. Essa empresa obteve contrato de arrendamento da lavra da jazida do Barreiro, em Araxá, MG, com a CAMIG em 1972 [que depois viria ser a
ARAFÉRTIL].
As instalações das empresas do grupo Bunge y Born foram sendo ampliadas ao longo dos anos 70 e 80. Em 1972 foi inaugurada a fábrica de cimento em Jacupiranga, SP, e, em 1973 e 1974 entraram em operação, respectivamente, as fábricas de ácido sulfúrico e de ácido fosfórico da QUIMBRASIL, no mesmo município.
Desde o início dos anos 80, o Parque Industrial de Jacupiranga apresenta-se constituído como um complexo industrial integrado, de produção de concentrado de rocha fosfática, calcário para cimento e calcário agrícola (calcítico e dolomítico), cimento, ácido sulfúrico, ácido fosfórico de grau fertilizante, grau técnico e grau alimentício, superfosfatos, fosfato monoamônico (MAP), matérias-primas fosfatadas, granuladas e gesso químico (para agricultura, fabricação de cimento, indústria de construção civil e para carga de papel).
Em 1986 o grupo Bunge e a PETROFÉRTIL passaram a integrar a IFC, a partir da renegociação do projeto original e de seu redimensionamento, o qual ampliou de 600 mil toneladas/ano de concentrado fosfático para 900 mil toneladas/ano, além do planejamento de novas unidades de
ácido fosfórico e ácido sulfúrico.
Em outubro de 1987 deu-se início às atividades da empresa Fosbrasil, localizada em Cajati (ex-distrito de Jacupiranga), SP, uma associação do grupo Bunge (44,25%) com o grupo norteamericano Monsanto Co. (44,25%) e o grupo belga Chimique Prayon Rupel (11,5%). O grupo Monsanto é líder mundial na produção de químicos para a agricultura, indústria farmacêutica, fibras sintéticas, produtos plásticos e resinas, borracha sintética e equipamentos eletrônicos para controle de processos, com subsidiárias em vários países do mundo. A linha de produção básica da Fosbrasil é o ácido fosfórico grau alimentício e grau técnico, com capacidade anual de 40 mil toneladas/ano e ácido fluossilícico, como subproduto, com capacidade anual de 3 mil toneladas/ano. Essa foi a primeira unidade produtiva de ácido fosfórico purificado em operação na América Latina. Nesse setor está prevista para 1996 a duplicação da capacidade de produção de fosfato bicálcico pela Monsanto, sua sócia na Fosbrasil, que deverá ser de 16 mil toneladas/ano.
Em 1989 o grupo Bunge, através da QUIMBRASIL, criou, em associação com a FERTISUL do grupo Ipiranga, uma nova empresa, a IPIRANGA-SERRANA [ver perfil], com o objetivo de
atuar na comercialização conjunta de fertilizantes mistos NPK para o agricultor. Por acordo entre os acionistas, as duas empresas deixaram, a partir daquela data, de comercializar
aqueles produtos, para só fazê-lo através da nova empresa.
A produção de superfosfato simples (SSP) e superfosfato triplo (TSP) da QUIMBRASIL foi desativada em 1989, com o fechamento de suas instalações em Santo André, SP, e as de
rocha fosfática, ácido fosfórico e fosfato monoamônico (MAP) da SERRANA, de Cajati, SP, foram reduzidas, em 1990, em 60%, 50% e descontinuada, respectivamente.
Em 1990 a SERRANA iniciou um processo de treinamento e redução de mão-de-obra (de 2.509 empregados em 1990 para 859 em 1994) e foi a primeira empresa brasileira no setor de
cimento a obter a certificação pela ISO 9000. Em 1993 ela obteve a certificação ISO 9002 para os fosfatados.
Em 31 de dezembro de 1993 a SERRANA vendeu suas instalações, equipamentos, e arrendou seu parque industrial de cimento para a sua controlada QUIMBRASIL.
Durante o ano de 1995 foram feitos investimentos da ordem de US$ 25 milhões na construção de uma nova unidade de ácido sulfúrico, com capacidade de 1,8 mil toneladas diárias. Essa
nova unidade, que irá substituir a atualmente existente, deverá produzir ácido a um custo industrial bem mais baixo do que o atual, com impacto positivo em toda a linha de produtos
fosfatados.
Na unidade de ácido fosfórico foram efetuadas atualizações tecnológicas no processo de produção, concluídas em março de 1995, que ampliaram em 50% a capacidade da unidade.
O grupo Bunge Brasil, controlado pelo grupo argentino Bunge y Born, passou por um processo de total reestruturação que atingiu grande parte de suas empresas no Brasil. Atualmente, o
grupo está estruturado em torno de holdings, que agregam as suas diferentes e variadas áreas de negócios. Para as áreas de fosfatados e cimento, onde a SERRANA de Mineração Ltda (exSerrana S/A de Mineração) e a QUIMBRASIL - Química Industrial Brasileira Ltda (ex-S/A) se enquadram, a holding, a antiga S/A Moinho Santista Indústrias Gerais, foi transformada em Serrana
S/A em 21 de dezembro de 1995, e seu novo presidente, empossado em 01.02.96, é o Sr. Mário Alves Barbosa Neto, ex diretor superintendente da FOSFÉRTIL e ex-diretor financeiro da MANAH. Quanto à QUIMBRASIL, além da mudança de razão social, ela incorporou outra empresa do grupo, a Cimento e
Mineração Bagé S/A.
A Fosbrasil detém atualmente uma fatia de 37% do mercado de fosfato bicálcico para ração animal (sic). Este mercado tem crescido bastante nos últimos anos no Brasil, puxado principalmente pela avicultura. Os seus principais concorrentes nesse ramo são a Fertilizantes Mitsui S/A, a IAP, a
SOLORRICO e a FERTISUL.
Em 31 de julho de 1996 a SERRANA S/A anunciou a compra do controle acionário da FERTISUL, consolidando definitivamente o papel de segundo grupo estratégico dentro do setor de
fertilizantes do Brasil.
Em janeiro de 1997 a SERRANA assinou um compromisso de compra e venda de suas atividades na área de cimento com a Cimpor - Cimentos de Portugal, S.G.P.S., S/A.
A Bunge Fertilizantes foi depois a consolidadora da indústria de fertilizantes no Brasil (Comprou a IAP, Manah, Elekeiroz e Takenaka) e ficou majoritária na Fosfértil Ultrafértil, e todo esse patrimônio foi comprado pela Vale em 2010.
HISTÓRICO
Em 1905 foi fundada em Santos, SP, a S/A Moinho Santista e, em 1906, o grupo Bunge y Born começou a operar no Brasil com a compra do controle acionário da S/A Moinho Santista,
tendo sua sede sido transferida para a capital do estado de São Paulo em 1908.
Nas décadas de 20 e 30 diversificaram-se as atividades do grupo Bunge y Born no Brasil, expandindo-se para as áreas têxtil, química, de fertilizantes, cimento e mineração. Nas
décadas seguintes ocorreram novas diversificações, atingindo dessa vez as áreas de seguros, imobiliária, de informática e financeira.
Em 1936 a Moinho Santista adquiriu a empresa Cimento Róseo, que detinha a patente para produzir cimento pozolânico.
A SERRANA foi fundada em outubro de 1938, em Utinga, SP, inicialmente com o objetivo de pesquisar e explotar calcário para alimentar a fábrica de cimento, então em construção naquele
município. Porém, como a jazida de calcário mostrou-se inviável, a empresa mudou sua sede para o distrito de Cajati, município de Jacupiranga, na região do Vale do Ribeira, em São Paulo.
A QUIMBRASIL, também criada na década de 30, tinha na época a função de atuar na importação das matérias-primas básicas e mistura de adubos, além de desenvolver outras atividades relacionadas à produção e importação de produtos químicos, tais como pigmentos orgânicos e inorgânicos.
No final de 1940 a SERRANA venceu concorrência pública para arrendamento, pelo prazo de dois anos, do empreendimento industrial ligado à jazida de rocha fosfática, localizada em
Ipanema, SP. Em 1944 a empresa arrendou a jazida de Morro da Mina, em Cajati, SP, iniciando, no ano seguinte, as operações de lavra do minério apatítico residual dessa jazida. O beneficiamento desse minério consistia em operações unitárias simples de desagregação, classificação e separação magnética.
Em 1945 a QUIMBRASIL iniciou a produção de ácido sulfúrico e superfosfato simples (SSP) em uma fábrica localizada em São Caetano, SP, instalações essas que são expandidas em 1954, ao mesmo tempo em que foi inaugurada nova fábrica da empresa em Santo André, SP.
A SERRANA se preparou com antecedência para o esgotamento do minério residual do Morro da Mina, o que veio a ocorrer em 1969. Já no início da década de 60, tendo em vista a inexistência de experiência internacional de aproveitamento econômico de jazidas com baixos teores de P2O5 associados a rochas carbonatíticas, a empresa tomou a decisão de investir em uma tecnologia própria de beneficiamento.
Através da criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, foi viabilizado um processo de flotação para separação da apatita dos carbonatos e sua posterior concentração até os teores de 35% a 38% de P2O5, adequados à fabricação de ácido fosfórico e superfosfatos.
O desenvolvimento dessa tecnologia foi efetuado sob a coordenação dos Professores Paulo Abib Andery e Geraldo Conrado Melcher, titulares do Departamento de Engenharia de Minas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, tendo sido patenteada sob a designação de "Processo Serrana".
O projeto foi desenvolvido em etapas sucessivas (escala de laboratório, piloto e semi-industrial) ao longo de sete anos, tendo sido implantada, em 1969, a usina de beneficiamento, com capacidade inicial de 1,5 milhão de toneladas/ano.
Em 1971, com o objetivo de assegurar reservas adicionais de rocha fosfática, o grupo Bunge y Born associou-se ao grupo privado nacional Itaú e ao BNDE, em uma proporção de 40%,
40% e 20%, respectivamente, para criar a ARAFÉRTIL. Essa empresa obteve contrato de arrendamento da lavra da jazida do Barreiro, em Araxá, MG, com a CAMIG em 1972 [que depois viria ser a
ARAFÉRTIL].
As instalações das empresas do grupo Bunge y Born foram sendo ampliadas ao longo dos anos 70 e 80. Em 1972 foi inaugurada a fábrica de cimento em Jacupiranga, SP, e, em 1973 e 1974 entraram em operação, respectivamente, as fábricas de ácido sulfúrico e de ácido fosfórico da QUIMBRASIL, no mesmo município.
Desde o início dos anos 80, o Parque Industrial de Jacupiranga apresenta-se constituído como um complexo industrial integrado, de produção de concentrado de rocha fosfática, calcário para cimento e calcário agrícola (calcítico e dolomítico), cimento, ácido sulfúrico, ácido fosfórico de grau fertilizante, grau técnico e grau alimentício, superfosfatos, fosfato monoamônico (MAP), matérias-primas fosfatadas, granuladas e gesso químico (para agricultura, fabricação de cimento, indústria de construção civil e para carga de papel).
Em 1986 o grupo Bunge e a PETROFÉRTIL passaram a integrar a IFC, a partir da renegociação do projeto original e de seu redimensionamento, o qual ampliou de 600 mil toneladas/ano de concentrado fosfático para 900 mil toneladas/ano, além do planejamento de novas unidades de
ácido fosfórico e ácido sulfúrico.
Em outubro de 1987 deu-se início às atividades da empresa Fosbrasil, localizada em Cajati (ex-distrito de Jacupiranga), SP, uma associação do grupo Bunge (44,25%) com o grupo norteamericano Monsanto Co. (44,25%) e o grupo belga Chimique Prayon Rupel (11,5%). O grupo Monsanto é líder mundial na produção de químicos para a agricultura, indústria farmacêutica, fibras sintéticas, produtos plásticos e resinas, borracha sintética e equipamentos eletrônicos para controle de processos, com subsidiárias em vários países do mundo. A linha de produção básica da Fosbrasil é o ácido fosfórico grau alimentício e grau técnico, com capacidade anual de 40 mil toneladas/ano e ácido fluossilícico, como subproduto, com capacidade anual de 3 mil toneladas/ano. Essa foi a primeira unidade produtiva de ácido fosfórico purificado em operação na América Latina. Nesse setor está prevista para 1996 a duplicação da capacidade de produção de fosfato bicálcico pela Monsanto, sua sócia na Fosbrasil, que deverá ser de 16 mil toneladas/ano.
Em 1989 o grupo Bunge, através da QUIMBRASIL, criou, em associação com a FERTISUL do grupo Ipiranga, uma nova empresa, a IPIRANGA-SERRANA [ver perfil], com o objetivo de
atuar na comercialização conjunta de fertilizantes mistos NPK para o agricultor. Por acordo entre os acionistas, as duas empresas deixaram, a partir daquela data, de comercializar
aqueles produtos, para só fazê-lo através da nova empresa.
A produção de superfosfato simples (SSP) e superfosfato triplo (TSP) da QUIMBRASIL foi desativada em 1989, com o fechamento de suas instalações em Santo André, SP, e as de
rocha fosfática, ácido fosfórico e fosfato monoamônico (MAP) da SERRANA, de Cajati, SP, foram reduzidas, em 1990, em 60%, 50% e descontinuada, respectivamente.
Em 1990 a SERRANA iniciou um processo de treinamento e redução de mão-de-obra (de 2.509 empregados em 1990 para 859 em 1994) e foi a primeira empresa brasileira no setor de
cimento a obter a certificação pela ISO 9000. Em 1993 ela obteve a certificação ISO 9002 para os fosfatados.
Em 31 de dezembro de 1993 a SERRANA vendeu suas instalações, equipamentos, e arrendou seu parque industrial de cimento para a sua controlada QUIMBRASIL.
Durante o ano de 1995 foram feitos investimentos da ordem de US$ 25 milhões na construção de uma nova unidade de ácido sulfúrico, com capacidade de 1,8 mil toneladas diárias. Essa
nova unidade, que irá substituir a atualmente existente, deverá produzir ácido a um custo industrial bem mais baixo do que o atual, com impacto positivo em toda a linha de produtos
fosfatados.
Na unidade de ácido fosfórico foram efetuadas atualizações tecnológicas no processo de produção, concluídas em março de 1995, que ampliaram em 50% a capacidade da unidade.
O grupo Bunge Brasil, controlado pelo grupo argentino Bunge y Born, passou por um processo de total reestruturação que atingiu grande parte de suas empresas no Brasil. Atualmente, o
grupo está estruturado em torno de holdings, que agregam as suas diferentes e variadas áreas de negócios. Para as áreas de fosfatados e cimento, onde a SERRANA de Mineração Ltda (exSerrana S/A de Mineração) e a QUIMBRASIL - Química Industrial Brasileira Ltda (ex-S/A) se enquadram, a holding, a antiga S/A Moinho Santista Indústrias Gerais, foi transformada em Serrana
S/A em 21 de dezembro de 1995, e seu novo presidente, empossado em 01.02.96, é o Sr. Mário Alves Barbosa Neto, ex diretor superintendente da FOSFÉRTIL e ex-diretor financeiro da MANAH. Quanto à QUIMBRASIL, além da mudança de razão social, ela incorporou outra empresa do grupo, a Cimento e
Mineração Bagé S/A.
A Fosbrasil detém atualmente uma fatia de 37% do mercado de fosfato bicálcico para ração animal (sic). Este mercado tem crescido bastante nos últimos anos no Brasil, puxado principalmente pela avicultura. Os seus principais concorrentes nesse ramo são a Fertilizantes Mitsui S/A, a IAP, a
SOLORRICO e a FERTISUL.
Em 31 de julho de 1996 a SERRANA S/A anunciou a compra do controle acionário da FERTISUL, consolidando definitivamente o papel de segundo grupo estratégico dentro do setor de
fertilizantes do Brasil.
Em janeiro de 1997 a SERRANA assinou um compromisso de compra e venda de suas atividades na área de cimento com a Cimpor - Cimentos de Portugal, S.G.P.S., S/A.
A Bunge Fertilizantes foi depois a consolidadora da indústria de fertilizantes no Brasil (Comprou a IAP, Manah, Elekeiroz e Takenaka) e ficou majoritária na Fosfértil Ultrafértil, e todo esse patrimônio foi comprado pela Vale em 2010.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
South African Phosphoric Acid
South Africa, through Foskor, is a significant exporter of phosphoric acid.
Foskor’s Richards Bay plant has a current annual capacity of 725 000 tonnes of P2O5.
Foskor’s Richards Bay plant has a current annual capacity of 725 000 tonnes of P2O5.
domingo, 15 de maio de 2011
Huelva
A Mineração Rio Tinto (uma das concorrentes da Vale, na mineração em geral) deve seu nome a um Rio que, junto com o Odiel, formam o estuário de Huelva, na Andaluzia.
Ali se ustulavam piritas e não tinham o que fazer com o ácido sulfúrico.
Trouxeram o fosfato de Layoune, hoje Marrocos, mas então Sahara Español.
E ali até hoje tem plantas de ácido fosfórico da Rhodia, da Fertibéria e da FMC Foret!
Ali se ustulavam piritas e não tinham o que fazer com o ácido sulfúrico.
Trouxeram o fosfato de Layoune, hoje Marrocos, mas então Sahara Español.
E ali até hoje tem plantas de ácido fosfórico da Rhodia, da Fertibéria e da FMC Foret!
La história de Hoechst en Argentina y un poco de la história de la Via Térmica en Sudamérica.
En empezos del siglo veinte, en los arrededores de Buenos Aires, un barrio de nombre Mataderos concentrava los...próprios mataderos...y habia una profusión de producciones derivadas (cueros, grasa, huessos, etc).
Los huesos foram la materia prima clave para la instalación de la química alemana Hoechst Aktiegselchaft. Hoy esta empresa aún se llama Sudamfós, se ubica en el mismo sítio y aún produz fosfatos.
Pero vamo-nos ao ácido fosfórico de via térmica. Apatita, o bien, fosfatos de cálcio, suellen ser reducidos por carbon, sílica y energia, en hornos de arco elétrico. Se Produce P4, fósforo elemental (también llamado de fósforo o blanco, o si mas "súcio", amarillo o rojo).
Y el P4 és pirofórico, se encende al aire, se quema y produz P2O5. Que se absorve en água y se obtine el H3PO4 muy puro, el Ácido Fosfórico de Via Térmica. Em Buenos Aires se produzió P4 y H3PO4 de huesos por décadas. Ahora mismo no más, por los custos de energia. P4 venia de Holanda y de Cazaquistan, ahora no más?
Una planta de H3PO4 tambien opera en Cartagena, de Colômbia, la finada PAAD que ahora suelle ser un entreposto de Innophos.
Y acá en Brasil, la "mia" Fosbrasil sucedió, con PPA, la desde 1987 cerrada planta de Monsanto (ahora ICL) en San José de los Campos.
Los huesos foram la materia prima clave para la instalación de la química alemana Hoechst Aktiegselchaft. Hoy esta empresa aún se llama Sudamfós, se ubica en el mismo sítio y aún produz fosfatos.
Pero vamo-nos ao ácido fosfórico de via térmica. Apatita, o bien, fosfatos de cálcio, suellen ser reducidos por carbon, sílica y energia, en hornos de arco elétrico. Se Produce P4, fósforo elemental (también llamado de fósforo o blanco, o si mas "súcio", amarillo o rojo).
Y el P4 és pirofórico, se encende al aire, se quema y produz P2O5. Que se absorve en água y se obtine el H3PO4 muy puro, el Ácido Fosfórico de Via Térmica. Em Buenos Aires se produzió P4 y H3PO4 de huesos por décadas. Ahora mismo no más, por los custos de energia. P4 venia de Holanda y de Cazaquistan, ahora no más?
Una planta de H3PO4 tambien opera en Cartagena, de Colômbia, la finada PAAD que ahora suelle ser un entreposto de Innophos.
Y acá en Brasil, la "mia" Fosbrasil sucedió, con PPA, la desde 1987 cerrada planta de Monsanto (ahora ICL) en San José de los Campos.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Gypsum is sometimes critical
We all know that a Phosacid Plant is, in terms of weight, a gypsum plant (H3PO4 is, in mass, a "co" or a "by"-product...). 3 ton of H2SO4 for 1 ton of P2O5, average. "All" SO4, plus "all" Calcium goes to the gypsum.
Where is still possible to stockpile all this phosphogypsum?
Remember the sad and notorious serie of some glorius Phosacid Plants that where shutdown due to lack of permits for gypsum piles (in Belgium and Holand to name a few).
Send gypsum to the atlantic Ocean, or another sea, is being put outdated, for environmental and comunitary issues.
Good gypsum is a key.
Good enough for agriculture? Yes.
For cement? Ok!
Even for plaster board, construction, houses!
We all phosacid engineers and alike are claimed to study how to sell with profit and with zero environmental impact our gypsum.
Where is still possible to stockpile all this phosphogypsum?
Remember the sad and notorious serie of some glorius Phosacid Plants that where shutdown due to lack of permits for gypsum piles (in Belgium and Holand to name a few).
Send gypsum to the atlantic Ocean, or another sea, is being put outdated, for environmental and comunitary issues.
Good gypsum is a key.
Good enough for agriculture? Yes.
For cement? Ok!
Even for plaster board, construction, houses!
We all phosacid engineers and alike are claimed to study how to sell with profit and with zero environmental impact our gypsum.
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